quarta-feira, 19 de abril de 2017

Alexandre Mendes

Era um cara moreno
O sol tinha marcado 
Um homem do povo
Que ouviu um chamado

Era um grande amigo
Nunca se fez de coitado
Estendia a mão firme
Onde mantinha a gente apoiado

Era um homem de fibra
Sem ser exagerado
Amava a família 
Tinha amor a seu lado

Era um no meio do povo
E agora passou de fase
Espero ve-lo de novo
E matar a saudade.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Quixote

Espantando moinhos de vento
Por meio de assalto nuclear
Na velocidade do pensamentorno
Ainda veio me salvar

Meu afeto canino
Guarda em segredo
Quero acreditar no destino
Mas tenho medo

quarta-feira, 1 de março de 2017

Duda duda dúvida

Fico pensando aqui dentro
por que as coisas são assim:
eu saio de você
e você nao sai de mim

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(*)Este poema e os quatro outros são antigos e os encontrei perdidos num velho notebook que vai e volta de consertos.

Reminiscências




Cobertos estavam meus cabelos
De seus beijos de surpresa
Para guardar tive que prendê-los

Porém a água os libertaria
E soltos pelo corpo ficaram
Se espalhando em selvageria
Pele;  carne; sangue se entranharam

Você é seu e foi viver
Eles são meus e estão aqui
Nunca vou te devolver 

Ame e deixe viver





Eu te soltei em lágrimas
Me fechei pra sempre
Passei a não existir
A cada amanhecer

Não esperava mais nada
Noites e dias não tinham por que
Mas a vida, uma trapalhada
Iria me surpreender

Tive o que todos imploram
Mais uma noite de sonhos
Que vai me ajudar até o dia
Em que feche enfim os olhos.

Travessura





Travessura


Um beijo levado correu,
Escondeu-se no canto da boca
Guardei para mais tarde
E o devorei feito louca.