domingo, 24 de novembro de 2019

Tomek

Nem todos viram quando o tempo passou
Na piscada de olho ,levando vinte  anos
Na fração de segundo, saudade deixou
De ilusões, sonhos, delírios, seus poderes e desenganos

Levou madrugadas de conversas equivocadas
Quando através do álcool você ligava
Eu não sabia se estava realmente acordada
E no outro dia a certeza era a de ser ignorada

Mas se nas ruas eu nunca tive teu respeito
Tinha consideração
e confissāo das madrugadas
Quando era até mesmo amada, levada no teu peito
Meu trunfo nos eventos que quase coincidiam com as chamadas


O tempo também te levou
Talvez para o Walhalla
Saudade do que ficou
Num áudio da tua fala


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Aposta

De beijos roubados
A rompimentos
De pirraça e guerrinha
A fingimento
Efeitos dos defeitos
Escrito a ferro
Marcado a fogo
Assim é este lance
Uma sociedade anônima
Sem o que tempo canse
Eu sempre quis largar
Você sempre quis fugir
E ao abrir mão do lugar
A posse de ti consegui.








quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Indiessi

Sim. O indie é antigo.  E eu tinha me declarado.


Indiessi

Eternamente agradecidos
Humanos sofridos
De couro curtido
A sol nascente poente
Garoa e ar quente
Terra molhada
Alma ensaboada
Vida escorregada
Indi veio da estrela
Da meia luz singela
Traz a voz tão bela
Do sentimento escondido
No quarto de porta fechada
Jamais invadido.


Hoje mais de vinte anos indies depois ainda é o mesmo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Gerry I'm not angry anymore

Mais um das papeladas encontradas, este no verso de nota fiscal fatura.

Gerry, não tô mais brava.


Nunca vamos esquecer o grito
A dor, a lágrima, molhando cabelo,
A corda mi rebentada enrolada
No dedo e teu desespero

A gente sofria junto uma dor
Se apoiava isso é verdade
Só contra o que for
Junto contra a humanidade

Tua mão tatuada e a mecha vermelha
Cor de sangue e a pele marfim
Mas eu mesma nunca te amei
E você nunca gostou de mim.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Audila

Dando continuidade ao desamassamento de papéis:

A pele mutilada descama
Troca partículas dormentes
Enquanto leio velhas mensagens
Como foi seu dia novamente

Como se ainda viesses despejar
Suas andancas, desejos, dores
Risos, conquistas e louvores
Como Folha branca a anotar

Tudo descorou, amarelado
Era um sentimento que desbotou
Não tens mais causas de desabafos
Só recordações num arquivo sagrado.

sábado, 17 de novembro de 2018

A tua horror estória

Nunca sabe onde surge
Abrigada em seda preta
As vezes renda e rouge
Como manda a etiqueta

Olhos espreitam no escuro
Não adianta te esconder
Nunca sabe a noite e a hora
Mas a sombra vai aparecer

Murmuros que ouvirá
Por te livrar impaciente
O toque da mão te gelará
E o corpo fica dormente

E assim como surge se foi
Mas nunca é eterno
Em algum monento depois
Ressurgirei do inferno.

A turma

Corra, se mande, vá atrás
Do que você superestima
E pensa que será capaz
De reconhecer que se auto estima

Continue vendo passar os anos
Com falsos sorrisos e coração partido
Colecionando desculpas e desenganos
Desesperanças, levando perdido

Nem óculos te podem ajudar
Esperando a valorização
Te mantendo escravo a esperar
Sem ver a dissimulação

sempre escravo de promessas
Admirando ajoelhado e servil
Sem conquistas ou recompensa
Desprezando o que lhe é gentil

Eles sempre mais acima
Deles o lucro e a satisfação
E nada disso te ensina
Que já morre na ilusão.